Um jeito diferente de planejar

 

Um jeito diferente de planejar

Tudo bom?

Vamos falar um pouco de planejamento.

Perdoem-me os experts em PMI e gestão. Objetivo do post não é aprofundar o tema, mas sim dar um prisma diferente desta importante etapa em qualquer processo de mudança.

O primeiro passo de um planejamento é definir onde se quer chegar. Existe uma frase famosa que diz: “Se não sabemos onde queremos chegar, qualquer caminho serve.” Para este primeiro passo o elemento chave é o foco. Quanto mais focado e específico, melhor. (Já falamos de foco em posts anteriores, confira lá.)

Uma vez estabelecido o objetivo, projete-se para este momento futuro como se fosse o dia de hoje e aos poucos vá percorrendo de trás pra frente os principais marcos que fizeram com que este objetivo se concretizasse.

Exemplo:

  • Objetivo final: Morando em casa nova;
  • Marcos anteriores: Festa de inauguração com convidados, casa mobiliada, pintura feita, parte elétrica pronta, reforma pronta, projeto pronto, compra da casa, escolha da casa, decisão de mudar de casa.

Porque fazer assim? Três razões principais:

  • Vivenciar o objetivo como se fosse hoje e, de maneira específica, dá robustez ao planejamento e leva em consideração não só aspectos racionais, mas também os emocionais;
  • Desdobrar do futuro para o presente oferece menos opções para cada passo que se dá, facilitando a construção, pois parte-se de algo concretizado (futuro-presente) e não de uma possibilidade (presente-futuro);
  • Por fim, pensar assim (futuro-presente) é algo não natural/habitual, o que estimula o lado emocional do cérebro, mais uma vez agregando este elemento importante no processo.

Outra consideração importante ao se fazer o planejamento é seguir a ordem: Sonhe, Critique e Viabilize. Walt Disney fazia isso. Tinha uma equipe de:

  • Viabilizadores que pensavam alternativas para transformar o difícil em possível e o impossível em difícil.
  • Este era um processo que se repetia até que o número de “difíceis” ou “impossíveis” diminuíssem consideravelmente.

Olhando assim até parece algo intuitivo, porém no dia a dia o que fazemos é misturar todas essas etapas ao mesmo tempo. Não damos tempo pra sonhar e já partimos para a crítica e viabilização. A estratégia fica atrofiada e o planejamento frágil.

Estas 2 considerações simples e práticas tem ajudado milhares de pessoas a terem planejamentos mais robustos. Elas também ajudaram a mim e a meus clientes nos processos de coaching.

Espero que elas possam ajudá-lo (a) também. Mas não acredita em mim não. Vai lá e testa. Mas testa direito, ok? Se dê esta oportunidade.

Um grande abraço e até já já.

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