A comparação que mata

A comparação que mata

Em um momento de muita oferta e pouca demanda, em um mundo com recursos cada vez mais escassos e mais competitivo é natural que as pessoas se comparem umas as outras. Sou mais inteligente que você, sou mais pobre que ele, sou mais confiante que ela, me comunico pior que você e por ai vai.

Alguns exemplos:

Imagine que você é muito tímido, reservado e vá assistir a uma palestra, aí se encanta com a desenvoltura do palestrante no palco e se admira e quer ser igual a ele. Instantes depois faz uma autorreflexão, reconhece que não possui a habilidade do palestrante, e aquela alegria começa se transformar em tristeza, decepção. A comparação realizada te paralisa.

Agora imagine que você é um excelente jogador de futebol e vá jogar uma “pelada” com uma turma muito ruim. Você faz uma excelente partida e sai muito entusiasmado e satisfeito, acha que está arrebentando e que ninguém joga tão bem quanto você. A comparação realizada também te paralisa.

Como você avalia esses exemplos?

O que vejo nesses dois casos é a comparação com outra pessoa prejudicando sua própria evolução. E o mais cruel é que normalmente são comparados o melhor de um com o pior de outro e vice versa.
No final das contas, a única comparação que gera evolução é a de você com você mesmo. Quanto você melhorou em relação a ontem, quais as evidências disso nos últimos dias, qual a tendência, as variações, a consistência. Na minha avaliação isso sim é digno de análise. Não que não valha a pena analisar outras realidades, mas que sirvam essencialmente como inspiração e não como comparação.

Outro ponto que vale a pena refletir é que a comparação que incentiva é o quanto você já evoluiu em direção ao objetivo e não o quanto falta para alcançar o objetivo.

Esta diferença aparentemente simples pode transformar nossa vida num mar de ansiedade sem fim. Viver no “quanto falta” é angustiante, já temos dor demais no nosso dia a dia, viver no “olha só o quanto já andei” pode lhe render um “gás extra” em outros momentos importantes na sua vida.

Da próxima vez que você estiver fazendo uma comparação de você com outra pessoa, reflita:

  • Quanto isso me inspira?
  • Quanto ela me mata?
  • Ao menos estou fazendo uma comparação ampla, considerando diversos aspectos?
  • E em relação a mim mesmo, quanto evolui?

Tenho certeza que isso te fará evoluir de maneira mais leve.

Um abraço e até já, já…

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